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Quando amanheço… 9 dezembro, 2011

Posted by Mônica Góes in Uncategorized.
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Despertar ao lado dele tem sido uma das experiências únicas da minha vida. Não. Ele não me acorda com palavras apaixonadas. Nem me abraça em arroubos de emoção. Nem me ataca ferozmente. Não. Ele simplesmente não faz nada. Mas quando eu desperto e abro os olhos ele está ali. Olhando-me carinhosamente… E sorrindo. E eu sei que ele está ali algumas vezes a horas. Sem fazer um ruído sequer. Sem sequer me tocar. Mas quando eu acordar, será aquela imagem que verei… Olhos profundos nos meus e um sorriso singelo dizendo em silêncio “bom dia, little”.

E hoje eu queria dançar um Taksim… 14 novembro, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito, Meus Escritos.
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Um Taksim é a dança do sentimento… do que a bailarina sente na hora. Do que ela ouve na música e o corpo flui… e vai…

É estranho e ao mesmo tempo novo, bom e interessante viver assim. Vivendo a música. A cada instrumento. A cada acordeom, a cada derbak, a cada flauta, a cada mizmar, a cada Nay… e deixar o corpo fluir. Responder. O corpo sempre responde sem pensar a cada instrumento. Não precisa pensar. O corpo sabe. Às vezes é temeroso e inseguro. Mas no ínitmo da dança, o corpo sabe.

Assim são as relações humanas. Culturalmente fomos educadas a viver a certeza dos elos das relações duradouras e quando não, eternas. Mas aprendemos que elas não são eternas. Quando vivenciamos uma morte, então, temos a certeza de que o que temos de verdade é apenas aquele último momento em que aquela pessoa nos deu um beijo e saiu. Mas ainda assim temos medo. Eu tenho medo.

Tenho medo do impossível. Tenho medo de dançar errado um Taksim.

O antigo é sempre tão atual… 26 agosto, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito, Música, Vídeos.
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Nunca algo poderia ser tão velho e tão atual…

Quando sua cabeça vira o jogo 24 agosto, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito, Meus Escritos.
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Nunca tente ser racional quando a pauta é sentimento. Não dá certo. Sua cabeça acaba virando o jogo mais cedo ou mais tarde. E você vira aquela lesma abatida que saiu da concha antes da hora.

Essa sequência é necessária para todas as espécies de perda. De morte, amizade, namoro, noivado, casamento, família. Precisamos sentir a dor. Precisamos ter o momento do luto. Senão a separação não acontece. Não adianta perder as manhãs regando as plantas pra passar o tempo. Ir para as festas da vida e “pegar geral”. Conversar com o cachorro pra não se sentir só e controlar a vontade de ligar para alguém. Viajar também não funciona. Não quando existiu amor. Não adianta tentar bancar a fortaleza. A dorzinha vem arrancando seus tijolinhos dourados de suposta aceitação e recuperação com uma marretinha. Lááá na base do muro. E quando cai, amiga… CAI.

Tem que sofrer… tem que chorar. Tem que suplicar se for para suplicar. Tem que gritar, xingar, “tirar dos cachorros” e jogar no outro. Tem que se achar a pior das criaturas. Tem que repensar o que houve, avaliar… pedir perdão se for preciso. Aceitar o perdão se quiser. E depois de se desgraçar inteirinho respirar fundo… e se a expiração for leve, relaxada e sair um sorriso do seu rosto…

…aí sim acabou… ou recomeçou… ou começou…

Porque se você tentar enganar sua cabeça ela vai sabotar você. Ela não pula etapas.

A música de todos que se recuperam… e todas também. 31 julho, 2011

Posted by Mônica Góes in Amor, Estado de Espírito.
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