jump to navigation

“… Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer…” 20 maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Textos.
Tags: , , , , ,
add a comment

 Mulheres Possíveis

  (Texto na Revista do Jornal O Globo)

  ‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é  possível, me ofereço como piloto de testes.

 Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa  fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista,  mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

 E, entre uma coisa e outra, leio livros.

 Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

 Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

 Primeiro: a dizer NÃO.

 Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

 Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

 Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

 Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

 Você não é Nossa Senhora.

 Você é, humildemente, uma mulher.

 E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

 Tempo para fazer nada.

 Tempo para fazer tudo.

 Tempo para dançar sozinha na sala.

 Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

 Tempo para sumir dois dias com seu amor.

 Três dias.

 Cinco dias!

 Tempo para uma massagem.

 Tempo para ver a novela.

 Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

 Tempo para fazer um trabalho voluntário.

 Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

 Tempo para conhecer outras pessoas.

 Voltar a estudar.

 Para engravidar.

 Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

 Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente  organizada e profissional sem deixar de existir.

 Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela  quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

 Existir, a que será que se destina?

 Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

 A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

 Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

 Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

 Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

 Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

 Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

 Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

 E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.’

Martha Medeiros – Jornal O Globo

Ahhhh lá em casa… 19 abril, 2009

Posted by Mônica Góes in Dança do Ventre, Vídeos.
Tags: , , ,
2 comments

Mais bonito que ver as mulheres dançando é entrar numa roda com eles… LÓGICO! 😀

 

A palavra dabke significa “bater o pé no chão”. É dançado no Líbano, Síria, Jordânia e Palestina. Pode ser feito só por homens, só por mulheres ou por ambos, dependendo da tradição local. É feito em filas que podem se quebrar em formações. Os dançarinos podem dar as mãos ou colocá-las no quadril, com os cotovelos para fora. O líder é quem determina os passos da dança, guiando da ponta da fila girando seu lenço branco no tempo da batida. Quando os outros dançarinos estão acompanhando devidamente, ele começa a enfeitar o passo que acabou de criar com pulos, giros e viradas em que for hábil. Ele pode sair da fila e se mover nela para fazer passos sozinho ou desafiar os outros a dançarem sozinhos. O líder fica na ponta direita da fila, mas há pelo menos uma exceção notável, que é a “hora/debka” israelita, onde o líder fica na ponta esquerda da fila e esta move na direção oposta. O ritmo pode ser uma marcha reta e batida de pé, ou pode vir intrinsecamente sincopado. Os movimentos dos dançarinos variam de uma pisada à frente a um passo contínuo simples, dobrar o joelho várias vezes, uma combinação de pulo e chute e o batimento ritmado com o pé. Há também pulinhos, saltinhos e movimentos trabalhados com os pés. O líder pode rodar um guardanapo ou lencinho. O sentimento (sensação) da dança é ditado pelos músicos – particularmente o flautista tocando o Nai – e pelo RAS (líder). A vantagem da flauta na dança é que aquele que a toca também pode participar. Às vezes seu toque parece levar os dançarinos a um transe onde eles andam arrastando e sacudindo por muito tempo sem mudar o passo. Outras vezes ele pode incentivar pulos e gritos até a exaustão. Essa dança é realizada por grupos profissionais em apresentações e também por pessoas comuns em casamentos e festas. É gostosa de dançar e linda de assistir. Há semelhanças com outras danças, como o Hasapiko rápido grego (não o Vari Hasapiko), Macedonian Oro, Bulgarian Horo, que são todos baseados no mesmo padrão passo-passo-passo-chute-passo-chute.

curiosidade: Tasha Banat diz que o dabke às vezes é dançado com um bastão, mas que não tem nenhuma relação com o Tahtib ou dança da bengala egípcia (Saidi). Ele diz que quando um galho reto de oliva é encontrado (algo muito incomum, devido ao jeito que as oliveiras crescem) é considerado sinal de boa sorte. O ramo pode ser retirado da árvore e esculpido em forma de uma bengala sem gancho, geralmente em espiral. Então ele é levado durante a dança e pode ser balançado ou segurado no alto, para enfatizar, mas não é usado como instrumento marcial como o Assaya é no Tahtib… é apenas um símbolo de boa sorte.

Fonte: http://www.angelfire.com/co2/dventre/dabke.html

Frases de produtos contem 1g 8 fevereiro, 2009

Posted by Mônica Góes in Frases.
Tags: ,
add a comment

Você é totalmente perfeito e seu sucesso na vida será diretamente proporcional à sua habilidade de aceitar esta verdade sobre você mesmo.

Dr. Robert Anthony