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E hoje eu queria dançar um Taksim… 14 novembro, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito, Meus Escritos.
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Um Taksim é a dança do sentimento… do que a bailarina sente na hora. Do que ela ouve na música e o corpo flui… e vai…

É estranho e ao mesmo tempo novo, bom e interessante viver assim. Vivendo a música. A cada instrumento. A cada acordeom, a cada derbak, a cada flauta, a cada mizmar, a cada Nay… e deixar o corpo fluir. Responder. O corpo sempre responde sem pensar a cada instrumento. Não precisa pensar. O corpo sabe. Às vezes é temeroso e inseguro. Mas no ínitmo da dança, o corpo sabe.

Assim são as relações humanas. Culturalmente fomos educadas a viver a certeza dos elos das relações duradouras e quando não, eternas. Mas aprendemos que elas não são eternas. Quando vivenciamos uma morte, então, temos a certeza de que o que temos de verdade é apenas aquele último momento em que aquela pessoa nos deu um beijo e saiu. Mas ainda assim temos medo. Eu tenho medo.

Tenho medo do impossível. Tenho medo de dançar errado um Taksim.

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“Io mi fermerò e ti regalerò quel che resta della mia gioventù” 16 outubro, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito, Música, Vídeos.
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Quando me apaixonei novamente 5 outubro, 2011

Posted by Mônica Góes in Comportamento, Estado de Espírito, Meus Escritos.
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Nossa… quanta turbulência. Mas hoje pude parar para suspirar. Sim… suspirar. Dar aquele suspiro gostoso, sabe? Com aquele sorrisinho cínico de canto de boca? Um misto de bobo e debochado?

Este post será privado até segunda ordem. Por ele… por mim. Mais por ele. Só por ele. Paciência. (risos) – Agora não está mais! 🙂

Mônica que loucura! Ou como ele irritantemente diria: estranho! Ele acha que confabulei, articulei e montei uma estratégia de guerra contra ele. Eu também acho que ele não é nenhum santo. Mas também não me interessa, pois o resultado final me apraz! Kkkkk (Mas também não acho que ele foi puro de alma no que me diz respeito… hauhauahu)

Mas eu não estava mal intencionada. Não como ele pensa. Não no almoço. Quando fui almoçar com ele, fui o ajudar como ele me ajudava na época de faculdade. Tinha uma dívida de amizade. De verdade. Lógico que em determinados momentos (por informações que ele mesmo deu) achei que ele merecia algo melhor. Mas não associei de fato que EU necessariamente seria o algo melhor para a vida dele (e modesta também). Nem me atrevo a ser. Mas naquele momento eu apenas o vi. Inteiro. E o achei tão lindo quanto sempre o achei. Acontece que o achei MAIS lindo do que sempre o achei. E mais merecedor de coisas boas. Isso foi… estranho.

Fiquei com aquilo encasquetado na cabeça…

E de repente o ser humano começa a vaguear meus pensamentos. Do nada… numa música. Numa vontade de estar junto. De ter como companhia. De falar. De trocar ideia. Aí SIM eu vi que tinha algo. Aí DEFINITIVAMENTE SIM eu comecei a jogar pesado! (huahuahau) Aí veio o ooooutro passeio. Neste eu já estava “a la” Gilberto Gil, “com que roupa eu vou”, apelando para livros de guerra sobre como eliminar a concorrência em 24h, enfim… mas certa, muito certa, de que queria aquela candura sorrindo para mim.

Só não esperava no meio de uma conversa sobre minha vida turbulenta, conforme início deste texto – onde minha vida profissional estava mais agitada que terça-feira de carnaval, meu pai acidentado – onde você senta com aquela coisa linda (de vermelho que adoro e tão cheiroso) e no meio da sua crise existencial ouve a frase de supetão na caixa dos peitos: “Mônica, o que está havendo entre a gente?”.

Puta que o pariu! Eu juro que se eu estivesse com qualquer coisa mais liquefeita que aquele café shake na boca, ou em maior quantidade, eu cuspia, ou engasgava, ou tossia, ou qualquer coisa do gênero. O coração disparou, as mãos gelaram e não sabiam em que posição ficar. A nuca esquentou, ferveu e com toda certeza, mesmo menina da pele morena, eu sei que ruborizei. Depois de infinitos sorrisos nervosos até processar o que fazer, dizer, pensar… bom… só tive uma certeza: era o gostinho bom da paixonite. Essa mesma paixonite que me faz escrever tudo isto e dar risada de mim mesma e do quanto, aos 32 anos de idade, ainda consigo ser ridícula! QUE DELÍCIA! Como diria Marisa Monte, “e eu que pensava que não ia me apaixonar nunca mais na vida”!

Depois? Bom… ele se divertiu com a minha cara por encontrar uma forma de derrubar a mulher maravilha com um só golpe e a deixar desconcertada, fomos práticos e racionais no que precisávamos ser como um bom casal pós 30, e descobrimos que beijamos bem pra caralho…

E espero que tenhamos descoberto coisas boas e más entre nós dois quando este post for publicado… afinal, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…” E ser o que é, é uma delícia…

Alma Nova… 9 outubro, 2009

Posted by Mônica Góes in Música, Vídeos.
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