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Frustração… 16 julho, 2011

Posted by Mônica Góes in Estado de Espírito.
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Eu achei que nunca mais ia me decepcionar com alguém como me decepcionei nos últimos 10 dias… e hoje minha frustração chegou ao ápice.

Paciência… nem todo mundo é o que parece ser…

Por isso que sou sempre eu mesma: honesta, verdadeira e autêntica. Nem todo mundo gosta. Mas não engano ninguém.

A decepção da mulher de 30… 12 outubro, 2009

Posted by Mônica Góes in Comportamento, Meus Escritos.
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Bom… primeiro um comentário: Rapaz… é foda! Eu vou a falência até em Banco Imobiliário! 😀

Agora vamos ao que interessa.

Eu posso até me apaixonar como uma adolescente. Mas a decepção é de uma mulher voraz de 30. Estou entrando no meu inferno astral. Aqueles malditos 30 dias que antecedem o seu aniversário, sabe? Mas não vou atribuir ao coitado do fenômeno astrológico o caos da mina vida amorosa.

Resumo tudo a uma longa, porém única, pergunta: será que sou eu que me apresento de forma deturpada, será que estou muito exisgente ou, no final das contas, os homens estão (não posso afirmar tão seriamente que são) TODOS IGUAIS?

Boa Noite…

Ah! E feliz dia das crianças… em especial para os homens.

Hunf! 5 junho, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos, Pensamentos.
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Descobri que não gosto de falar sobre as coisas que me incomodam quando estou decidida a dar uma solução para elas. Me deprime e me deixam sem esperança como se meu esforço fosse em vão.

“Solidão é lava que cobre tudo…” 29 maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos.
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Voltou… voltou aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

Eu estava convivendo bem com minha condição de “mulher solteira” (para não dizer literalmente sozinha). Mas existem momentos na nossa vida que a família, a melhor amiga, o filho, não bastam… nenhuma destas pessoas são tão importantes em alguns momentos como quando se tem “aquela” pessoa.

Aquela pessoa que no seu momento mais lascado de ruim, quando você superou sua própria capacidade de fazer merda, nem é tão crítico quanto sua família, nem tão compreensivo (ou seria complacente?) como seus amigos que nada lhe questionam e se viram nos 50 para te ajudar a achar uma solução para a cagada.  Aquela pessoa é o meio termo. E é capaz de te consolar com um abraço ou um colo que não é nem maternal, nem consolador. É aquele abraço… não é o que te completa apenas, mas sim o abraço que soma… que se faz uno… porque aquela pessoa existe simplesmente para isso.

E quando você tem uma grande vitória na vida? Uma grande conquista? É o máximo ver a vibração de orgulho da sua família. Fantásticos os elogios dos seus amigos. “Você botou pra fuder! Velho, eu sempre soube que você ia conseguir isso. Porque você é uma puta guerreira.” (Todos os palavrões na minha terra natal são elogios e neste contexto mais do que respeitosos). Mas você chega em casa, toma um banho, come… e vai pro quarto… deita… e fica aquele vazio. Faltou novamente aquele abraço que faz sua alma inflar de tanto orgulho de você mesma… de tanta felicidade por você mesma… que te faz sentir mais do que vencedora: uma deusa… faltou, se o abraço não é possível naquele momento, aquela coisa gostosa de deitar na cama, pegar o telefone, discar aquele número e dizer “amoooor, você não sabe o que aconteceeeeeeu!”

Faltou aquele amor… Me falta um amor que retire aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

(Mônica Góes, deprê, de verdade…)

“… Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer…” 20 maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Textos.
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 Mulheres Possíveis

  (Texto na Revista do Jornal O Globo)

  ‘Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é  possível, me ofereço como piloto de testes.

 Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa  fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista,  mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

 E, entre uma coisa e outra, leio livros.

 Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

 Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

 Primeiro: a dizer NÃO.

 Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

 Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

 Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

 Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

 Você não é Nossa Senhora.

 Você é, humildemente, uma mulher.

 E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

 Tempo para fazer nada.

 Tempo para fazer tudo.

 Tempo para dançar sozinha na sala.

 Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

 Tempo para sumir dois dias com seu amor.

 Três dias.

 Cinco dias!

 Tempo para uma massagem.

 Tempo para ver a novela.

 Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

 Tempo para fazer um trabalho voluntário.

 Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

 Tempo para conhecer outras pessoas.

 Voltar a estudar.

 Para engravidar.

 Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

 Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente  organizada e profissional sem deixar de existir.

 Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela  quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

 Existir, a que será que se destina?

 Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

 A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

 Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

 Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

 Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

 Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

 Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

 Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

 E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.’

Martha Medeiros – Jornal O Globo