jump to navigation

Hunf! 5 junho, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos, Pensamentos.
Tags: , , , ,
add a comment

Descobri que não gosto de falar sobre as coisas que me incomodam quando estou decidida a dar uma solução para elas. Me deprime e me deixam sem esperança como se meu esforço fosse em vão.

Anúncios

“Solidão é lava que cobre tudo…” 29 maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos.
Tags: , ,
2 comments

Voltou… voltou aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

Eu estava convivendo bem com minha condição de “mulher solteira” (para não dizer literalmente sozinha). Mas existem momentos na nossa vida que a família, a melhor amiga, o filho, não bastam… nenhuma destas pessoas são tão importantes em alguns momentos como quando se tem “aquela” pessoa.

Aquela pessoa que no seu momento mais lascado de ruim, quando você superou sua própria capacidade de fazer merda, nem é tão crítico quanto sua família, nem tão compreensivo (ou seria complacente?) como seus amigos que nada lhe questionam e se viram nos 50 para te ajudar a achar uma solução para a cagada.  Aquela pessoa é o meio termo. E é capaz de te consolar com um abraço ou um colo que não é nem maternal, nem consolador. É aquele abraço… não é o que te completa apenas, mas sim o abraço que soma… que se faz uno… porque aquela pessoa existe simplesmente para isso.

E quando você tem uma grande vitória na vida? Uma grande conquista? É o máximo ver a vibração de orgulho da sua família. Fantásticos os elogios dos seus amigos. “Você botou pra fuder! Velho, eu sempre soube que você ia conseguir isso. Porque você é uma puta guerreira.” (Todos os palavrões na minha terra natal são elogios e neste contexto mais do que respeitosos). Mas você chega em casa, toma um banho, come… e vai pro quarto… deita… e fica aquele vazio. Faltou novamente aquele abraço que faz sua alma inflar de tanto orgulho de você mesma… de tanta felicidade por você mesma… que te faz sentir mais do que vencedora: uma deusa… faltou, se o abraço não é possível naquele momento, aquela coisa gostosa de deitar na cama, pegar o telefone, discar aquele número e dizer “amoooor, você não sabe o que aconteceeeeeeu!”

Faltou aquele amor… Me falta um amor que retire aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

(Mônica Góes, deprê, de verdade…)