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Dissociações 14 junho, 2009

Posted by Mônica Góes in Sem categoria.
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Dissociar é uma arte. Felizes (será?) os que conseguem.

Uma das grandes dificuldades da dança do ventre é a dissociação de movimentos das diversas partes do corpo.

Num artigo que encontrei na Internet de autoria de Elizabeth Moro, “A dança do ventre é uma arte milenar, surgiu no antigo Egito entre as sacerdotisas que realizavam danças chamadas sagradas. E somente elas sabiam os movimentos e sobre a arte de expressar sentimentos através de seu corpo com a musica. Dançar é permitir a soltura de tensões, é relaxamento, abertura para sentimentos. (…) O ventre, a parte que mais traduz os segredos da vida, também guarda a maior fonte de energia do corpo feminino. A dança do ventre, trabalha a dissociação, flexibilização e conscientização desse corpo, e faz um contato direto com a pelve, onde se concentra a energia sexual, acompanhado pelo desenvolvimento de um processo mental, e todos os movimentos estão associados a elementos da natureza. Dentro da dança pode-se reconhecer cada segmento de couraça, através da dissociação que tem-se de fazer durante o aprendizado. Na dança (…) está o encaixe do corpo, na qual essa significa proteção física, e contato direto com a própria energia, a energia que Reich pesquisou e segmentou. (…) E no momento que as pessoas se deparam com a dificuldade de qualquer tipo de movimento, se propõem a buscar a perfeição, onde refletidamente eleva sua auto-estima, pela busca, pelo reconhecer-se. A dança é um voltar-se para si, um pensar sobre si, pois estar movimentando cada parte do corpo, associado a respiração, equilíbrio e emoção traz uma grande satisfação para quem o faz.”

Ou seja, na dança, as partes do corpo precisam se dissociar. Mas isso requer uma necessidade de consciência de si, da sua Deusa interior e do seu feminino onde para tal o corpo total não se dissocia da mente. Trabalham em uníssono. O corpo e a emoção casados é que fazem dos movimentos da bailarina uma verdadeira hipnose aos olhos dos que vêem e seus movimentos conseguem traduzir o que vem n’alma daquela mulher.

E sou uma bailarina do elemento fogo. O Fogo é representado por movimentos de serpente e ondulatórios de quadril, simbolizando a subida da serpente kundaline, a serpente de fogo, que percorre todo o corpo transmutando a energia sexual em energia espiritual, capaz de curar. 

“Despertar a Kundalini é atrair o fogo da Terra embaixo e do Céu em cima” de modo que os corpos, incluindo o físico, tornem-se um bastão entre os dois grandes centros… Preciso sempre usar esta sabedoria que me foi delegada pela minha dança… pelo meu elemento… sou uma bailarina de fogo… estou de posse de uma das energias mais poderosa do universo… e não posso – nem consigo mais – dissociar meu corpo da minha mente… eu sempre preciso transmutar… o corpo de uma bailarina é sagrado… na dança e na vida…

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