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Armaduras 6 junho, 2007

Posted by Mônica Góes in Poesia.
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Como diria Jair Oliveira (pra mim ele continua o Jairzinho do Balão Mágico), “Não tô triste nem tô ‘deprê’. Apenas estou sossegado. Não há o que esclarecer. Não há nada errado.” Mas este poema reflete um pouco do que vivi hoje…

Armaduras

(Marcelo Adães Mendes – Agosto de 2002)

Por que se arriscar outra vez se o final é conhecido?
Vamos pouco a pouco perder o medo e a lucidez,
Para se ferir de novo e mais fundo – mas… engraçado!
Cada vez dói menos, hoje a lágrima mal quer cair…

Vamos vestir armaduras, nos proteger e nos cegar,
Esconder nossos defeitos, qualidades, nossa luz.
E quando ainda assim a gente se machucar,
Por cima da armadura, vestimos uma mais dura.

Protegidos contra a dor, esquecemos de viver,
E assim fechamos o ciclo: protejo a mim,
Me afasto, te afasto, treinado como um rato.
Mas morremos pouco a pouco, mesmo assim.

Então você apareceu. Não sei que feitiço usou.
Não sei que magia me encantou. Me sinto como criança.
Como é maravilhoso tirar a armadura.
A vertigem, o perigo, a esperança.

Abrir o coração e remover a proteção,
É preciso, é necessário, é imperativo.
Amar e ser amado, sem medo, de novo,
Abrindo o peito, mostrando a cara, sentindo-se vivo.

E se a gente se machucar de novo?
Tudo bem. Vivemos. Veremos.

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