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A decepção da mulher de 30… 12 Outubro, 2009

Posted by Mônica Góes in Comportamento, Meus Escritos.
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Bom… primeiro um comentário: Rapaz… é foda! Eu vou a falência até em Banco Imobiliário! :D

Agora vamos ao que interessa.

Eu posso até me apaixonar como uma adolescente. Mas a decepção é de uma mulher voraz de 30. Estou entrando no meu inferno astral. Aqueles malditos 30 dias que antecedem o seu aniversário, sabe? Mas não vou atribuir ao coitado do fenômeno astrológico o caos da mina vida amorosa.

Resumo tudo a uma longa, porém única, pergunta: será que sou eu que me apresento de forma deturpada, será que estou muito exisgente ou, no final das contas, os homens estão (não posso afirmar tão seriamente que são) TODOS IGUAIS?

Boa Noite…

Ah! E feliz dia das crianças… em especial para os homens.

Hunf! 5 Junho, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos, Pensamentos.
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Descobri que não gosto de falar sobre as coisas que me incomodam quando estou decidida a dar uma solução para elas. Me deprime e me deixam sem esperança como se meu esforço fosse em vão.

“Solidão é lava que cobre tudo…” 29 Maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Meus Escritos.
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Voltou… voltou aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

Eu estava convivendo bem com minha condição de “mulher solteira” (para não dizer literalmente sozinha). Mas existem momentos na nossa vida que a família, a melhor amiga, o filho, não bastam… nenhuma destas pessoas são tão importantes em alguns momentos como quando se tem “aquela” pessoa.

Aquela pessoa que no seu momento mais lascado de ruim, quando você superou sua própria capacidade de fazer merda, nem é tão crítico quanto sua família, nem tão compreensivo (ou seria complacente?) como seus amigos que nada lhe questionam e se viram nos 50 para te ajudar a achar uma solução para a cagada.  Aquela pessoa é o meio termo. E é capaz de te consolar com um abraço ou um colo que não é nem maternal, nem consolador. É aquele abraço… não é o que te completa apenas, mas sim o abraço que soma… que se faz uno… porque aquela pessoa existe simplesmente para isso.

E quando você tem uma grande vitória na vida? Uma grande conquista? É o máximo ver a vibração de orgulho da sua família. Fantásticos os elogios dos seus amigos. “Você botou pra fuder! Velho, eu sempre soube que você ia conseguir isso. Porque você é uma puta guerreira.” (Todos os palavrões na minha terra natal são elogios e neste contexto mais do que respeitosos). Mas você chega em casa, toma um banho, come… e vai pro quarto… deita… e fica aquele vazio. Faltou novamente aquele abraço que faz sua alma inflar de tanto orgulho de você mesma… de tanta felicidade por você mesma… que te faz sentir mais do que vencedora: uma deusa… faltou, se o abraço não é possível naquele momento, aquela coisa gostosa de deitar na cama, pegar o telefone, discar aquele número e dizer “amoooor, você não sabe o que aconteceeeeeeu!”

Faltou aquele amor… Me falta um amor que retire aquela sensação ruim de que sou meia pessoa… metade de alguma coisa…

(Mônica Góes, deprê, de verdade…)

“… Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer…” 20 Maio, 2009

Posted by Mônica Góes in Textos.
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 Mulheres Possíveis

  (Texto na Revista do Jornal O Globo)

  ’Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é  possível, me ofereço como piloto de testes.

 Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa  fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista,  mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

 E, entre uma coisa e outra, leio livros.

 Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

 Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

 Primeiro: a dizer NÃO.

 Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

 Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

 Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

 Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

 Você não é Nossa Senhora.

 Você é, humildemente, uma mulher.

 E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

 Tempo para fazer nada.

 Tempo para fazer tudo.

 Tempo para dançar sozinha na sala.

 Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

 Tempo para sumir dois dias com seu amor.

 Três dias.

 Cinco dias!

 Tempo para uma massagem.

 Tempo para ver a novela.

 Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

 Tempo para fazer um trabalho voluntário.

 Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

 Tempo para conhecer outras pessoas.

 Voltar a estudar.

 Para engravidar.

 Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

 Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente  organizada e profissional sem deixar de existir.

 Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela  quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

 Existir, a que será que se destina?

 Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

 A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

 Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

 Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

 Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.

 Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

 Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.

 Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

 E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.’

Martha Medeiros – Jornal O Globo

A Lei do Caminhão de Lixo 31 Janeiro, 2009

Posted by Mônica Góes in Textos.
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Eu pensei em reclamar muito neste sábado a respeito do decorrer da minha semana. Não posso negar que os sentimentos a respeito ainda estão fervilhando dentro de mim. E que algumas bolhas sobem do fundo do caldeirão do meu coração e explodem na superfície com tanta força que poderiam provacar uma reação nuclear. Mas ao ler este texto notei que não há jeito para certas coisas. Tem que ser assim. É preciso ser assim…

Um dia peguei um taxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando, de repente, um carro saltou de um estacionamento à nossa frente. O motorista do taxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça negativamente e começou a gritar, xingando-nos de tudo quanto era palavrão.

O motorista do taxi apenas sorriu e acenou para o cara. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente.

Assim eu perguntei:

- ‘Porque você fez isto? Aquele irresponsável quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que ele chama de “A Lei do Caminhão de Lixo”.

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e muitas vezes descarregam sobre nós. Não tome isso pessoalmente. Apenas sorria, mesmo que fingido, acene, e vá em frente.

Não pegue o lixo delas e muito menos o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas.

O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo de manhã com remorso assim. Ame as pessoas que te tratam bem e ignore aquelas que não o fazem. Você não precisa carregar o lixo dos outros.

A vida é 50% o que Deus lhe oferece e 50% o que você faz dela.

Tenha um bom dia, livre do lixo alheio!

(Autoria desconhecida)