A Estrada 5 Outubro, 2007
Posted by Mônica Góes in Meus Escritos, Sentimentos.trackback
Um dia caminhando pela estrada, alguém me parou.
Chamava-me para voltar alguns quilômetros e vislumbrar uma paisagem que havia ficado lá atrás.
Já havia visto aquela paisagem. Estive lá por muito tempo e com muitas dificuldades. Mas a achava muito, muito bonita o que fazia valer a força que fiz para lá ficar.
Todavia, contava-me este alguém, ela havia mudado muito com tempo. Estava muito mais bonita e muito mais vistosa.
E convidou-me a olhar um pouco para trás.
Era verdade… podia ver de longe a copa de árvores altas.
Pássaros coloridos voando em bando.
Barulho de cachoeira.
Sol brilhando em raios luminosos.
“Volte!”, algo dizia.
“Volto!” eu gritei com toda força do meu coração.
Mas este alguém que se esbarrou comigo pouco antes no meio da minha estrada, disse-me:
- Entretanto terás que voltar sozinha.
Sozinha não podia voltar. Já havia andado tanto…
Tantos e tantos passos… tantos e tantos tropeços…
Como refazer um caminho reverso sem companhia?
Aquela paisagem não podia ser injustamente elameada de solidão.
Tentei o convencer a ir comigo. Cheguei quase a suplicar.
Mas o alguém que me abordou na estrada disse que não podia.
Precisava seguir adiante para construir uma grande edificação de muros altos e intransponíveis e não tinha tempo suficiente.
Então lhe agradeci por me mostrar a bela imagem, dei-lhe um abraço forte.
Caminhamos um pouco de mãos dadas até encontrarmos uma bifurcação.
E, mais uma vez, as estradas se separaram.
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